Quinta-feira, 01/10/2026
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Brasil será o 1º país sul-americano a sediar a Copa do Mundo Feminina

O país venceu a candidatura conjunta de Alemanha, Bélgica e Países Baixos por 119 votos a 78 na FIFA, aproveitando estádios já usados na Copa de 2014.

Brasil será o 1º país sul-americano a sediar a Copa do Mundo Feminina

O Brasil se tornará, em 2027, o primeiro país da América do Sul a sediar uma Copa do Mundo Feminina de Futebol desde a criação do torneio, em 1991. A conquista da sede, definida em votação da FIFA em maio de 2024, colocou o país à frente de uma candidatura conjunta apresentada por três potências do futebol europeu.

Uma vitória expressiva sobre a candidatura europeia

Na disputa pela sede do Mundial de 2027, o Brasil superou a candidatura conjunta formada por Alemanha, Bélgica e Países Baixos por uma margem expressiva: 119 votos contra 78 no congresso da FIFA que decidiu o destino da competição. Além da votação favorável dos países-membros, o Brasil também obteve nota técnica superior na avaliação da própria FIFA, com pontuação de 4,0 contra 3,7 do trio europeu, resultado da avaliação de critérios como infraestrutura, viabilidade financeira e capacidade organizacional.

O principal trunfo da candidatura brasileira foi justamente a estrutura de estádios já construída para sediar a Copa do Mundo masculina de 2014, o que dispensou a necessidade de investimentos bilionários em novos equipamentos esportivos, diferencial destacado publicamente pelo então ministro do Esporte, André Fufuca, durante a apresentação da candidatura em fevereiro de 2024: "Não é preciso construir novos estádios: eles já estão construídos", afirmou o ministro na ocasião.

O legado do Mundial masculino de 2014 aproveitado pelo futebol feminino

Dos dez estádios inicialmente listados na candidatura brasileira — que incluíam também Manaus, Cuiabá e Natal, cidades que acabaram fora da lista final de sedes —, oito foram efetivamente confirmados pela FIFA para sediar o torneio feminino de 2027. Ao aproveitar arenas já erguidas para o Mundial masculino de uma década atrás, o Brasil reduz significativamente os custos de organização em comparação a outros países que precisariam erguer estádios do zero, argumento que pesou fortemente na avaliação técnica da candidatura.

A organização do torneio de 2027 também terá um formato diferente do observado na Copa masculina de 2014: dessa vez, a responsabilidade organizacional ficará diretamente a cargo da própria FIFA, e não de um comitê local independente, como aconteceu na edição masculina realizada no país. Outro desdobramento relevante da conquista da sede é a expectativa de que o Brasil também receba o Mundial de Clubes feminino, competição recém-criada pela entidade máxima do futebol mundial, ampliando ainda mais a relevância do país no calendário internacional do futebol feminino nos próximos anos.

Para a CBF, sediar o primeiro Mundial feminino da história da América do Sul representa uma oportunidade histórica de consolidar o crescimento do futebol praticado por mulheres no continente, um esporte que vem ganhando investimento e visibilidade crescentes no Brasil nos últimos anos, tanto em nível de clubes quanto de seleção nacional. A expectativa da confederação é que a realização do torneio em solo brasileiro funcione como um catalisador adicional para o desenvolvimento de base do futebol feminino, à semelhança do que aconteceu com o futebol masculino após a Copa de 2014.

O feito também reforça a posição do Brasil como uma das principais potências organizadoras de grandes eventos esportivos internacionais, tradição construída ao longo de mais de uma década que incluiu, além da Copa do Mundo masculina de 2014, os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro em 2016. Para especialistas em gestão esportiva, a capacidade demonstrada pelo país em sediar eventos de grande porte, somada à infraestrutura já amortizada de estádios e aeroportos, deve continuar pesando a favor de futuras candidaturas brasileiras a competições internacionais de diferentes modalidades nos próximos anos.

A decisão da FIFA de conceder a sede ao Brasil também é vista por analistas do futebol internacional como parte de uma estratégia mais ampla da entidade de expandir o alcance geográfico de seus principais torneios, evitando a concentração histórica de sedes em países europeus e norte-americanos. Com a confirmação do Brasil, a América do Sul passa a integrar oficialmente o grupo restrito de continentes que já organizaram, pelo menos uma vez, tanto a Copa do Mundo masculina quanto a feminina de futebol.

Fonte: Soccerway
Perguntas frequentes
Quando o Brasil foi confirmado como sede?

Em maio de 2024, em votação da FIFA.

Quem o Brasil derrotou na disputa pela sede?

A candidatura conjunta de Alemanha, Bélgica e Países Baixos, por 119 votos a 78.

Por que o Brasil não precisa construir novos estádios?

Porque aproveita a infraestrutura já erguida para a Copa do Mundo masculina de 2014.