O Fluminense demitiu o técnico Luis Zubeldía na manhã de quinta-feira (13), horas antes de encarar o líder Palmeiras neste sábado (15), no Maracanã, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. Junto com o treinador argentino, deixaram o clube os auxiliares Maxi Cuberas, Carlos Gruezo e Alejandro Escobar, além do preparador físico Lucas Vivas.
A decisão da diretoria tricolor foi motivada por uma sequência de oito partidas oficiais sem vitória, que se estendeu por Brasileirão, Copa do Brasil e Copa Libertadores. O estopim foi o empate sem gols com o Independiente Rivadavia, da Argentina, na última terça-feira (11), no próprio Maracanã, pela partida de ida das oitavas de final da Libertadores.
Uma sequência de oito jogos sem vencer
Antes do resultado com o time argentino, o Fluminense já vinha de eliminação na Copa do Brasil para o Vasco, nas oitavas de final, e de um empate com o Botafogo pelo Brasileirão. A soma desses tropeços consecutivos pesou na decisão da diretoria, que optou por uma mudança imediata no comando técnico mesmo diante de compromissos importantes na sequência do calendário.
Zubeldía havia sido contratado em setembro de 2025 e comandou o Fluminense em 61 partidas, com 30 vitórias, 18 empates e 13 derrotas. Entre os principais resultados de sua passagem estão o quarto lugar no Campeonato Brasileiro de 2025, o vice-campeonato do Carioca de 2026 — perdido para o Flamengo na decisão — e a classificação em segundo lugar no Grupo C da própria Libertadores deste ano.
Apesar do retrospecto geral positivo, o time vinha em queda de rendimento nos compromissos mais recentes, o que levou a diretoria a antecipar uma mudança que já era discutida internamente havia algumas semanas, segundo veículos que cobrem o dia a dia do clube.
Corrida contra o tempo por um novo técnico
Com a saída da comissão técnica, o auxiliar permanente Marcão assumiu o comando de forma interina e comanda a equipe já neste sábado, diante do Palmeiras, no Maracanã. O confronto tem peso extra por colocar o time carioca diante do líder isolado da competição, o que aumenta a pressão sobre o primeiro trabalho do interino à frente do grupo.
A urgência da diretoria tricolor, no entanto, vai além do duelo com o Palmeiras. O clube pretende anunciar um novo treinador definitivo antes do jogo de volta contra o Independiente Rivadavia, marcado para a próxima terça-feira (18), na Argentina, pelas oitavas de final da Libertadores — um dos compromissos mais importantes da temporada para o Fluminense.
Antes do início da 23ª rodada, o Fluminense ocupava a quarta colocação do Brasileirão, com 35 pontos, posição que garante vaga direta na fase de grupos da Libertadores do ano seguinte caso seja mantida até o fim da competição. A equipe está a apenas dois pontos de Cruzeiro e Bahia, o que deixa a briga pela parte de cima da tabela bastante equilibrada.
Enquanto a diretoria avalia nomes no mercado para assumir o comando em definitivo, a torcida tricolor acompanha de perto os próximos passos do clube, que soma agora dois desafios simultâneos: reagir dentro de campo com Marcão à beira do gramado e definir rapidamente quem vai liderar o projeto esportivo do Fluminense até o fim da temporada.
O caso reforça um cenário já comum no futebol brasileiro em 2026: clubes grandes têm optado por trocas rápidas de comando técnico diante de sequências negativas, mesmo em meio a disputas simultâneas por título nacional e vagas internacionais. Para o Fluminense, o desafio agora é evitar que a instabilidade no banco de reservas comprometa uma campanha que, até aqui, mantinha o time no grupo de acesso direto à Libertadores.